Às vezes, ela é apenas o começo...
A pandemia tirou o sono de muitos, o meu também. Na maior parte das madrugadas, eu derramava rios de lágrimas só com o fato de que poderia transmitir Covid-19 para minha mãe e avó.
Durante os anos de isolamento, eu passei a escrever e escrever. Naquele tempo eu não sabia o motivo que me levava a escrever tanto. Talvez hoje eu tenha uma opinião.
De qualquer forma, eu acredito que a pandemia não tenha sido uma punição divina. Provavelmente, essa catástrofe sem precedentes, tenha marcado o início de uma nova era. Uma era de conhecimento, de novas tecnologias e novas possibilidades.
A Covid-19 nos mostrou como somos sensíveis e vulneráveis. Talvez tenha chegado a hora de amadurecermos e vislumbramos que a morte nem sempre é o fim. Às vezes, ela é apenas o começo.
Livro 1
Jambo Vermelho
Quando comecei a escrever não havia proposta alguma. Eu só escrevia por necessidade. Necessidade de colocar para fora tudo aquilo que me incomodava ou tudo aquilo que me fazia mal. Dessa forma, o que era para ser um romance dos meus tempos de faculdade, acabou se tornando um ambicioso projeto intitulado de “Crônicas de uma árvore”.
Nesse projeto, a drama gira em torno de Arthur e de sua família. Cada personagem da trama apresenta uma característica peculiar. A avó de Arthur, por exemplo, possui uma doença chamada de demência senil.
A partir da particularidade dessa doença, eu tive uma ideia:
“Por que não compartilhar com o leitor, a rotina de exercícios cérebro-mentais realizados pela personagem?
Depois de alguns meses, em face da real expansão do mercado de cripto art, eu tive uma nova ideia:
- Por que não criar avatares dos personagens e fazer com que o leitor possa ver o cenário do livro que eu imaginei enquanto eu escrevia?
Essas e outras ideias (a exposição imersiva de Van Gogh realizada no ano de 2022 no Brasil) fizeram com que eu tentasse fornecer ao leitor uma possibilidade de leitura imersiva de minha obra.
- Qual a sua proposta para uma obra dessa dimensão?
De imediato, eu pensei, pensei e não consegui elaborar uma resposta satisfatória. Em seguida, eu respondi a ela: - Vou tentar conversar comigo mesmo e colocar no papel tudo o que sinto. Assim eu talvez consiga transformar toda a minha ideia em sentimento. Em um sentimento que possa ser experimentado não só por mim, mas também por outras pessoas.
Dessa forma, depois de ser tirado de minha zona de conforto, eu comecei a refletir os motivos que me fizeram escrever e pensar em tudo o que estaria por vir.
Nesse sentido, num primeiro momento eu não saberia dizer para quem e quais motivos me levaram a escrever o livro um intitulado de Jambo Vermelho.
Depois de pensar bastante e encarar a tela do meu computador, eu talvez tenha chegado a uma resposta satisfatória.
Eu escrevo para aqueles que assim como eu se encontravam em momentos desesperadores enquanto o Covid-19 nos tirava nossos entes mais queridos.
Além disso, eu escrevo também para os desesperançosos, para os curiosos, para os desenganados, para aqueles que não se encaixam nos padrões sociais, para os sofredores e para aqueles que assim como eu, já foram maltratados pela vida.
E o por que eu escrevo? Eu escrevo porque quero dividir uma nova história e alguns ensinamentos com todos aqueles que, possivelmente, se interessem por uma obra volumosa e rica em detalhes.
Através de filosofia, misticismo, fé, parábolas, crenças, eu tentarei fazer os leitores refletir e ao mesmo tempo se fortalecerem tanto externa quanto internamente.
Através de uma leitura descontraída, possibilitarei aos leitores uma profunda imersão tanto na obra quanto na vida e nos pensamentos que permeiam a mente do autor. Essa imersão será feita através da utilização de um aplicativo que remete a várias passagens existentes dentro do livro.
Diante dessa proposta inovadora, fazemos uma atualização do próprio conceito de livro e permitimos assim que nossos leitores participem da obra, que treinem, que se fortaleçam e que consigam em algum momento despertar suas consciências.
“Ver o outro lado da realidade, muitas vezes é um desafio pra mim. Com essa leitura pude ver que por mais doloroso que seja algumas passagens de nossa vida, não estamos sós. E precisamos sempre ter o otimismo para capturar o melhor de nós mesmos com isso”.
Conecte-se ao que existe de mais especial: você!
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